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Tango argentino

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O ritual exige silêncio. Decorridos outros cinco anos, Adriana voltou a fazer as malas. Vencido o prazo, esticou a permanência na Argentina por mais um ano, trabalhando como free-lancer para publicações brasileiras. Retornou da capital portenha com o troféu particular que buscava, aos 49 anos: destreza para, do alto de um sapato salto agulha e sola de cromo, deslizar numa pista de milonga sem ser apontada como gringa. Mas conheci o assistente dela, um italiano chamado Alfredo Caravita, que só cobrava 10 pesos por volta de 5 reais pela aula em grupo. Ele se formou pela Universidade do Tango, mantida pela prefeitura de Buenos Aires. Migrei para as aulas do professor Caravita. É a forma mais sutil de bailar.

Esta dança nascida nos bairros populares de Buenos Aires e Montevidéu é sobre a intimidade, o toque e a proximidade do abrazo, ou abraço. Os organizadores, professores de longa data e tangueiros profissionais Walter Perez e Leonardo Sardella, disseram que hesitaram antes de decidirem prosseguir com o festival este ano. Que dança poderia ser menos adequada à época de Covid, um vírus carregado em partículas flutuando no ar, facilmente transmitido de pessoa para pessoa? Com sua grande comunidade de argentinos, Nova York é um centro de tango. Profissionais e entusiastas se deslocavam livremente entre as duas cidades. Isso tudo parou em março de

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